Tuesday, November 09, 2004
 
um gemido soprado
as mãos estão cravadas nas coxas e os dois corpos agarrados um ao outro com a força de quem agarra a vida, as unhas espetadas na pele. as caras esboçam esgares difíceis, reflexo do prazer. ela para, sai do colo dele e deixa-se guiar pela língua gulosa.

[ N ]

Wednesday, November 03, 2004
 
e os vidros estão mais que embaciados
vê se te aguentas que isto está a saber-me pela vida e não é todos os dias que nos aparece alguém assim, cheio de talento e vontade e pronto, lá me vim mais uma vez. é por isto que adoro ser mulher, porque não tenho o prazer em embalado à unidade e posso sempre vir-me outra vez. como é que te chamas mesmo? chamei-te gustavo, mas sei que não é este o tu nome. ah, pois, rui. podes ser gustavo só por hoje, se quiseres. eu não me chamo beatriz mas faço de conta. isso, assim, mais rápido, mais rápido, não páres...

[ L ]


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